terça-feira, 26 de outubro de 2010

26 de outubro de 2010. Sob as pontes da Urca!




Insistia em ficar na cama com a chuva que não parava de cair mas acabei fazendo tudo o que não se faz com chuva. Primeiro levantei da cama, segundo fui para as beiradas de bicicleta, terceiro montei Abaeté e parti com Carlota mar adentro.




Não é que a chuva foi diminuindo e o corpo aquecendo? Ao chegar na Praia Vermelha um mar flat e uma maré lá em cima dos costões nos esperavam em forma de prêmio. Fazia tempo não via a maré tão cheia! Que felicidade!
Foi colocar Abaeté na areia e entra um vento safado balançando a bandeira do flamengo.
- Putz! Sudoeste violento! Droga, estava tão bom!
- Vamos em direção à Urca então... remaremos mais protegidas.



Bom, o jeito agora é relaxar e montar a canoa rapidamente para não deixar o corpo esfriar. Só as duas malucas estavam ali! E a canoa do China também não estava, outro maluco na água! Pensando bem... no decorrer da remada é que fui perceber que maluco são os que não vieram. Estamos no auge da lucidez!








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Na reta da praia de dentro passou por nós um jato sobre as águas. Era a canoa mista da Rio Va_a com Silvinha, Bia, Jorge, Machado, Mássimo. Nossa, estavam empolgadíssimos e nem piscaram para a fotografia. Na volta nos encontramos já ali depois do Cara de Cão e estavam em um ritmo mais descansado, alongando do treino, deu até para tirar uma onda conosco e nos chamar de paparazzis preguiçosas. Deixa estar...



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Passagens tranquilas pelas pontas a não ser lá no Cara de Cão que a ondulação vem rasteira e querendo nos derrubar da direção do Lage para a costa. Mas não derrubou e na volta nem sinal do seu jeitinho traiçoeiro. Pareceu que quis nos premiar quando nos viu voltando. Parecia que o mar conversava com o costão:
- Deixa essas duas malucas passar tranquilas, elas estão quase todos os dias por aqui perturbando, não vamos conseguir virá-las!






O resto da história é um passeio delicioso e um mar delicioso de remar. O vento safado foi só para assustar e nem perturbou durante a remada. Passamos por baixo da ponte do Forte São João sem nenhum guarda a nos proibir, passamos rente à estátua de São Pedro sem perturbar a andorinha do ártico, até porque ela costuma atacar, e passeamos tranquilas dentro do quadrado da Urca passando sob a ponte que leva ao iate clube. A Gaúcha nunca havia passado sob essas pontes. Merecia esse prêmio por me fazer levantar num dia assim para remar. 










Meu cotovelo começou a doer e pensamos até em abortar a remada e deixar Abaeté ali na Urca, mas um mar convidativo nos aconselhou a voltar.





Água com temperatura tépida, a canoa pode até virar que o frio não assusta. Não tem frio, não tem nem chuva caindo. O dia está lindo carregado de nuvens e só as águas sujinhas e cheia de lixo boiando é que não combinam com o resto. Aliás, hoje o mar está colorido apesar do dia cinza azulado. Colorido de garrafas pets e lixinhos, garrafas e lixos de todas as cores, verdes, transparentes, brancas, azuis...


A maré estava um prazer e a passagem pelo Cara de Cão, irreconhecível. No Costão do Pão de Açúcar então nem se fala, mar gostoso de mariscar no paredão! Como pode o mar ser tão volúvel e mudar em minutos? "Nada que se vê não é, igual ao que a gente viu há um segundo... "





A lage em frente à Pedra do Urubu acordou com frio e se cobriu de mar. Cuidado! Atenção aos desavisados para não perder o leme da canoa por ali. Maré muito cheia traz surpresas também! A Ilha da Cotunduba ao longe apenas observa.
O resto foi só deslizar, deslizar até chegar na Praia Vermelha. Não é que o vento safado volta logo na entrada da Praia Vermelha? Ué, agora vem de frente? Ô vento baiano que fica rodando por ali!





Nas areias encontramos China que havia ido até o Sheraton e depois até o Cara de Cão, está ensaiando para Solo Makano lá em FLoripa dia 15. 30 km para ninguém botar defeito. Estarei lá com Abaeté, ora se não...
Delícia de remada, juro que por essa não esperava! Nem eu e nem ninguém... acredito!








Um comentário:

  1. ADOREIIIIIIIIIIIIIIIIIII
    já que não dá pra estar aí, muito menos remar assim, então me delicio com suas aventuras matinais.
    beijo
    adoro vcs duas!
    clau

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